domingo, 12 de outubro de 2008

Um não sei quê, que nasce não sei onde, vem não sei como, e dói não sei porquê.
È exatamente isso. Eu ando meio perdida, sem rumo, sem muito o que dizer, o que fazer, o que falar, acho que estou um pouco confusa, cansada e o melhor...eu nem sei do que. Esta sendo bem dificil enfrentar certas coisas, ter que bater de frente com certas situações. Mas já me acustumei, não é a primeira vez que me sinto assim. Parece um desmaio, mas não é, pois ainda estou de pé; se sentir assim é olhar pra ele, e ele olhar; mas sem saber, se ele realmente olhou pra você, ou olhou pra você sem saber que é você. E procura-lo; acha-lo e não saber se te encontrou. È chato falar ELE, ELE e nem saber quem é ELE. Não ter certeza se é ELE. Mas na verdade, não sei se quero saber que é ELE.
È péssimo, sentir uma dor que você não sabe o porquê, se sentir um pedaço de carne no meio de bilhões de leões famintos, é se sentir impossibilitado de resolver qualquer coisa, por simples que seja. Sentir-se assim, é odiar TUDO, e amar o nada. Uma dor assim, lhe causa dores sem sentido, e uma ânsia de correr e abraçar alguém, áh se eu soubesse quem é esse alguém. Na verdade eu sei.
Acho que eu só preciso, de alguém, alguém que esteja disposto a me tirar desses sentimentos, sem comprometimento sem nenhuma vontade de ser.
Na verdade nem sei o que eu estou escrevendo, eu passo horas na frente de uma luz, conheço todas as letras por isso nem olho mais, estou mais observando as propagandas, por isso nem tenho noção do que escrevo.
È vou sair um pouco do meu eu.

O que viver intensamente? È acordar as 6:00 da manhã, de mau-humor e olhar para o espelho e dizer: Vamos lá ! é mais um dia. Dai você abre um sorriso, toma seu café da manhã, troca de roupa e segue tua vida, aproveita cada oportunidade, se esta escola se esforça mas não deixa de colocar a conversa em dia, se esta no seu trabalho corre com as tarefas para poder sair mais cedo. È aproveitar cada sorriso, de um colega, seja de seu trabalho ou de sua escola. È rir escandalosamente. È correr contra o tempo. Olhar para o relogio e ver que o tempo não passa, por isso você aproveita para ler um livro, e ouvir uma música. È ligar pra ELE, e não saber o que dizer, rir e pedir desculpas; eu não sei o que mais se precisa fazer para viver intensamente, porque eu não vivo. Eu não faço isso. Adoro viver assim; acordar as 6:30 arrumar o cabelo, escovar os dentes, pegar minha bolsa, e sair atrasada para a escola, descer a rua na maior calma, e andar o tempo todo como se fosse uma música classica. È ver a manhã passar tão lenta que nem livro, nem música resolve, é olhar constantemente no relogio, e ver que o ponteiro não muda nunca. Nem os segundos passam. È abrir o portão, jogar minhas coisas, apertar um botão, colocar um status ( que eu nem sei porque faço isso) e ficar a tarde toda, escrevendo meus sonhos, e compondo minhas canções, canções que são iguais a poesia, saem. Mas elas não têem notas, são canções que eu faço e nem ás coloco no papel, eu canto sem ritimo, sem afinação nenhum, mas com todos os sentimentos do mundo. Viver assim, é não ter coragem de ligar pra ELE nem pra rir e pedir desculpas. Me perdoem, mas eu não vivo intensamente.
Acho que isso é realmente uma banalidade. Ninguem vive intensamente, porque nenhum dia é como o outro. Tudo muda a todo tempo. Tudo muda o tempo todo.
Cada dia é uma surpresa, é uma canção diferente, uma imagem nova. Eu sou feliz assim; sozinha como muitos julgam mas feliz. Sou minha melhor e pior companhia. Sou minha melhor imagem, a melhor pessoa.
As vezes me escondo, com medo de que ELE perceba, que por trás da melhor amiga, existe a menina que é doida por ou outro ELE; que esta atrás do melhor amigo.
Será que você já percebeu? mas eu percebi em você, que você não tira o olho de mim. Sera isso o começo da nossa grande amizade?
Carolina Oliveira

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