terça-feira, 14 de outubro de 2008

Finalmente

Finalmente! Parece que agora, esta tudo no seu devido lugar, agora as coisas começaram a fazer sentido pra mim, agora sim estou viva. Mas não é só por causa, da realização, e da felicidade, é porque agora faz sentido se olhar no espelho e me encontrar no meio de tanta tribulação. Minha mãe sempre me disse, que nada é como queremos, mas as crianças pobrezinhas, não sabem o que significa isso, então berram e fazem de tudo para ganhar o que querem. E eu agi como uma, chorei, fiz de tudo para encontrar a minha felicidade. Vou tomar a liberdade de escrever uma coisa que , me veio na cabeça.
- Quando chega final de ano, é aquela festa, chegam parentes de todos os lugares, aquela tia chata, que te pega pela bochecha e diz que você esta moça. Ela fede tanto, que até os presentes que ela te dá, tem o cheirinho dela. Enfim, é aquela felicidade, você reencontra aquele seu primo que vivia te batendo e te chamando de tampinha, e você que ele cresceu e agora é um homem. Todo final de ano é assim. Às vezes chega a ser chato. Meu avô era um velinho muito culto. Amava a música, adorava ler, e escrever suas aventuras. Eu quase não tinha contato com ele, pois ele se separou de minha avó, quando se mudaram pra minha cidade natal. Meu avô foi embora pro México, e voltava muito raramente para me ver. Lembro-me muito pouco de quando ele vinha. Meu avô veio morar de novo no Brasil, em 2000 quando soube que tinha um câncer, no pulmão, ele nunca fumou. Mas ele conta que o México, é realmente um lugar bem poluído. Ele veio morar no Brasil, na cidade de Natal, ficou morando lá, por todo esse período em que esteve aqui. Vinha sempre aos finais de ano, e ferias, para nos visitar. Nesse final de ano, em 2005, vi meu avô, e fiquei muito feliz, mas ele não era mais aquele velinho que estava sempre disposto, e que não tirava o sorriso do rosto nunca, estava cansado, abatido o câncer já o tinha consumido. Mas ele como sempre com suas palavras sabia. Aquele foi um dia legal, embora o calor a gente se divertiu muito, meu avô contava umas piadas bem engraçadas, e todos riam escandalosamente, e quando ele ria, tossia, era aquela tosse seca, sinto arrepio só de imaginar. No final da noite, era a melhor parte, porque tinha gente dormindo em todos os cômodos da casa, até quase dentro do banheiro. E meus tios, sempre dormiam tarde, e eu peguei meu livro, sentei na rede, e comecei a ler, tava uma noite excelente para se ler, os pernilongos me sugavam o sangue de uma forma, mas eu nem sentia estava bem detraída. Estava lendo o livro o Pequeno Príncipe, que era da minha mãe, que ela ganhou de meu avô em 1992 no ano em que nasci, mas o livro era de 1943. Ele escreveu uma dedicatória pra ela, mas quase não se dava pra ler, pois o tempo já estava apagando, mas minha mãe diz que lá estava escrito uma das melhores dedicatórias que ela já tinha lido. O Pequeno Príncipe é um livro para se ler em meia hora, pois eu lia em 2 horas, lia e relia consecutivamente, eu ma fascinava com aquele livro. Meu Avô pegou uma cadeira, e veio se sentar perto de mim, e ficou me observando, eu achei graça, e ele começou a rir. E disse: - você é igualzinha sua mãe sabia? - Eu já havia estudo isso antes, mas nunca ninguém me disse o por quê, e meu avô veio resolver todos os mistérios, e falou bem baixinho quase nem dava pra escutar. Disse o seguinte: - Sua mãe adorava esse livro, lia e relia-o quantas vezes ela bem entendesse, ela se sentava no chão da sala colocava uma almofada entra ela e o sofá, e fica ali horas lendo o livro, sabia todas as palavras. Quando esse livro foi lançado, eu tive a oportunidade de lê logo quando saio, um amigo meu que escrevia para um jornal, fez um comentário sobre o livro e ele me emprestou, por Um dia, o livro era em espanhol e eu li ele muitas vezes, meu amigo o levou de volta para a editora, e eu nunca mais li aquele livro. Depois me esqueci de comprá-lo, pois só chegou as livrarias quase 3 anos depois, conheci sua avô e ela deu esse livro pra mim, quando fizemos 1 ano de namoro, eu o guardei e disse que daria a nossa filha em um momento especial da vida dela, ( minha mãe nem sonhava em nascer ) aquele livro ficou guardado por 4 meses intacto não ousei colocar a mão nele, mas não resisti, tirei ele do embrulho que eu havia feito de jornal, com fita, e comecei a rasgar como se fosse criança, e o devorei. Depois que terminei de ler, eu comecei a escrever na sua capa, uma dedicatória a sua mãe; escrevi coisas do meu coração.
Quando soube que sua mãe estava grávida de você, eu até que pensei em dar ele pra ela, mas ainda não era a hora. No dia 27 de janeiro de 1992, você nasceu, e quando a enfermeira estava nos levando pra ver você então pedi para que ela que entregasse um pacote pra sua mãe, estava ele embrulhado como esteve no inicio, com jornal e fita. E a enfermeira levou, sei que sua mãe o leu, e releu. E você estava ali, na maternidade, chorava muito, não tinha nenhum cabelo, e tinha um choro muito ardido. Quando você completou 10 anos, eu não pude estar na sua festa, porque tinha um exame importante, sua mãe sabia que era pra ela guardar aquele livro para dar a você, e eu liguei pra ela, e pedi pra ela lhe dar aquele livro. Ela deu pra você, e você ficou muito feliz. Sua mãe disse que você forçava os olhos para ler o que estava escrito nele. Ela disse que você herdou uma coisa que partiu de mim, á leitura. Fico feliz em saber que você gostar de ler. Minha filha quero te dizer uma coisa: Só lendo, que você vai poder viajar em um mundo inteiramente seu.
Quando seu avô lhe disse isso, Mariana descobriu com aquele livro a mágica que seu avô tanto dizia. E era exatamente isso que estava escrito na dedicatória em que ele havia escrito naquele livro. Ele antes de se levantar dali, ele disse o que havia escrito naquele livro: Minha querida filha, o mundo da leitura é um mundo só seu, desfrute de cada palavra, leve uma lição de cada historia, aprenda com cada frase. Seja ele um livro de amor ou de terror; Um livro tem o poder de mudar a vida das pessoas; leva-las a conhecer o intimo de seus pensamentos, o poder que é a mente de cada um de nós. Muitos pais ensinam seus filhos, no caminho correto... Com lições de moral, com tapas, e palavras que nos fazem pensar. Mas eu só te digo uma coisa: Leia! Leia tudo que puder ler, leia tudo que quiser ler, não faça nada sem ler. Lendo você vai ter um conhecimento só seu. Na sua mente você pode dizer, reclamar, protestar. Não guarde essa sabedoria só pra você; a desfrute com o mundo. E aquele bom velhinho terminou suas sabias palavras dizendo uma frase do livro que tocou em seu coração: ‘Tu te tornas eternamente responsável, por aquilo que cativas. ‘ Ele fechou os olhos, e disse aquela menina: Sou responsável por você, por isso quero que você sempre me leve no seu coração. Ele se levantou, deu-lhe um beijo na testa, e foi se deitar. Depois de 4 meses, aquele velinho, entrou em coma, e ficou ali por longos 8 meses, sua neta se mudou com a sua família, para Natal, aonde seu avô estava. Todos os dias, no horário de visitas, ela ia visita-lo, sentava-se ao seu lado, e lia muitas historias para ele. Foi ai então que ela cansou de procurar algo, que combinasse com seu avô, não que as historias fossem ruins, não. Mas ela queria algo, que mostrasse os sentimentos dela por ele. Então escreveu uma historia de amor; aonde os personagens eram seus avôs. E a historia tinha como titulo ‘ O livro, que me ensinou a amar. ‘
Dois meses depois de ela terminar sua historia, leu para seu avô aquela linda historia de amor, então ao final da historia que ela leu durante uma semana, em uma única felicidade, podia ver no seu rosto estampado um sorriso. Começou a escutar barulhos, agudos e constantes, eram os aparelhos do hospital apitando, como numa marcha fúnebre anunciando a morte de seu querido avô. Ela ficou muito triste, mas aquele sorriso lhe mostrava que no céu, habitaria um novo anjo. Mariana, pegou aquela historia embrulhou em muitos jornais, passou o quanto de rolos de fita adesiva seu dinheiro podia comprar, e colocou sem que ninguém pudesse ver, aquela historia, no feito de seu avô, embaixo de suas vestes. Sem duvidas era a mais bela historia de amor do século, mas Mariana, não queria torna-la famosa. Pois só uma pessoa era digna de saber o que se tratava aquela historia, e ela soube. E hoje, conta essa historia para os querubins que habitam no céu.


Acho que preciso fazer um leve comentário: Essa historia, não sei por que veio em minha cabeça, se é boa ou ruim não sei. Um pouco pobre, mas espero que seja boa. Espero que quem a leia goste.
Carolina Oliveira

2 comentários:

Otávio disse...

Bonita história , gostei muito mesmo ^^

Acho que as pessoas boas deveriam ser eternas, é injusto elas deixarem o mundo quando ainda tê muito o que contribuir

A Beleza é o Nosso Vício disse...

AMIGA PARABÉNS!!
ESSE SEU TEXTO VEIO DE ENCONTRO COMIGO ... COM O QUE ESTOU PASSANDO NO MOMENTO ...LINDO LINDO!!

obrigada!!

Eu ainda vou escrever um pouco de mim ... mais não como falar ou escrever sobre mim mesma ...rs

BJÃO AMIGA!!