segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Eu não quero ser escravo da minha opinião, enxergar sempre a mesma razão, ter certeza é quase sempre uma pobreza insípida. Definir é uma limitação. Eu quero ter o direito de mudar de idéia, não me prender a essa velha inteligência cega. Acreditar no que a ciência nega.
Liberdade é a felicidade, que se sente quando consegue entender, que nem sempre o que “é”. Vai ser o mesmo pra mim e pra você.
Eu não tenho medo de me contradizer. Não sei se vale mais, ler um livro ou assistir T.V só sei que exemplo eu não quero ser, não tenho pretensão de ensinar ninguém a viver, se tudo que a gente vê pode ser sombra na parede. Como eu posso dizer quem tem fome ou tem sede, e se tem, tem sede de que?

Carolina Oliveira

De certo, que se estamos no fundo do poço, e que a única solução é fingir que estamos entendendo tudo, mas que na verdade não entendemos nada, o que mais queremos e fechar nossos olhos e esquecer, que agora nesse instante existem pessoas em situações inimagináveis, e mesmo assim, nos achamos no fundo do poço, sem nenhuma solução. Será mesmo que devemos fechar os olhos para certas coisas? Ou encarar os fatos? Por pior, e mais dolorida que seja a verdade, ela sempre é melhor; ou quase sempre, existem coisas que é melhor esconder, mentir, dizer que não estava lá. Não é difícil mentir, se tua mãe chega pra você em plena segunda-feira te perguntando se a sua aula foi legal, você diz que sim...e esta mentindo; você nem se quer lembra do que as professoras falaram, só lembra da cara seca da sua professora, com o óculos na ponta do nariz, falando coisas que você nem liga, e te dando sorrisos amarelos. Isso é mentir. Subtender-se E limitar-se é necessário. Limitar-se é fundamental, pois assim quase tudo vira um mistério, e mistérios têm que ser desvendados, e isso é legal. Ser uma pessoa subtendida, não quer dizer que somos seres que jamais, haverá uma explicação para tudo o que fazemos, e para o que somos. Subtender-se é limitar-se, e limitar-se é a Subjeção do inatingível. A limitação do ser humano vai além da Subjeção, somos completamente complexos quando nos exigem certas coisas.
Nem tudo nessa precisa e deve ficar sem explicação, tudo tem que haver uma explicação, tudo tem que existir um por quê, vivemos em uma era que não se precisa mais tantos porquês, por exemplo a ciência, hoje nos explica muitas coisas, e nos trás coisas que era impossíveis para minha avô, que na verdade ela nem entende. Tudo bem, que hoje infelizmente o homem quer brincar de ser Deus, mas isso é outra questão, que cai no Q de porque limitar-se, se o homem soubesse limitar-se mais, hoje teríamos um futuro melhor longe da ira, de Deus. Deus não quer guerras, mas ele permite que elas aconteçam para que nós possamos entender que só ele é o portador da vida. Não quero ser exemplo, não quero discutir sobre Deus, ou sobre religião, isso é uma questão muito pessoal, cada um tem a sua.
Limitar-se e entender, o que os outros não entendem. Limitar-se é ver com os olhos da sabedoria, o que sábios não entendem. Subtender-se é deixar o mistério da vida, ser resolvido por aqueles que por ventura não souberam a sua limitação. O limite do homem é o pensamento, pois só quem o tem para si, pode entender o que é pensar.
Subtender-se e descobrir, que tudo na vida tem um por que, e um propósito, e entender, que toda a ação tem uma reação; é entender que o homem, sem amor nada é.
Limitar-se em nós, é apenas descobrir o subtendido.

Carolina Oliveira

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