domingo, 14 de setembro de 2008

o indomável

Não, sei se tenho tempo para dizer coisas do coração; é muito horrível viver na incerteza do amanhã, viver achando que nada vai dar certo. Existe uma força, que às vezes toma conta, de mim. Algo selvagem, que tem uma necessidade, voraz de se libertar, uma incensasses incontrolável de se mostrar. Um cavalo selvagem, sempre habitou em meu coração. Ele tem uma indomável vontade de se libertar, mas certo medo de me deixar. Tenho muita culpa de certo, por ele não querer me deixar; sempre cuidei muito bem dele, sempre prezei por seus instintos, sempre o entendi, e o alimentei. Alimentei com pedaços de meu coração, mas não. Nunca me senti machucada por isso. Se não fosse ele, jamais teria conhecido o amor; hoje ele toma conta de meu coração, por isso cedo ou não ninguém poderá domá-lo. Errei, muito em tentar agir sem ele, em mim.
Nunca quis escutá-lo, por muito tempo não o escutei. E hoje me arrependo, pois carrego cicatrizes que jamais, serão esquecidas. Jamais serão perdoadas. Alias depois que deixei com que ele, tomasse conta de meu coração, essa dor, que eu carregava fora esquecida, ainda há as cicatrizes, mas aprendi a perdoar. Sabes ao caso o que é perdão? Certa vez, escutei uma historia que me comoveu, e eu aprendi o que é o perdão; uma mulher sabia, e experiente, contou para uma pequena população a seguinte historia: - Quando eu era criança, com Cinco anos mais ou menos eu tinha um velocípede, um triciclo, ele era vermelho, e tinhas fitinhas prateadas no seu guidão, não havia freios nele; e meu pai pela manhã, iria buscar o seu carro, em uma oficina perto de nossa, casa e eu pedi para que ele me deixasse ir junto, queria ir com meu velocípede, e meu pai, sem demora disse que sim. Peguei meu velocípede e vinha pedalando na frente do meu pai na calçada da rua, quando eu se deparei com uma descida enorme, coloquei meus pés no chão, encarei aquela decida, e pedalei o mais rápido que eu pude, ouvi meu pai gritando: - menininha volta aqui! Eu não queria parar, eu tinha que virar no final da rua para entrar na oficina , quando virei, e entrei na porta da oficina, vi logo a frente, vários galões de óleo, estavam todos abertos, como não havia freio coloquei meus pezinhos no chão com a intenção de pará-lo, meus pés foram lançados para as rodas traseiras, e enrosquei meus pés, o meu velocípede me lançou direto para aquelas latas de óleo, cortei meu braço, na região oposta do cotovelo, aquele corte me tirou gritos, e berros de dor, ardia muito, queimava muito. Meu pai rapidamente chegou, e me pegou nos braços, e me levou para o hospital.
O perdão é isso, eu lembro como foi, eu sei como aconteceu, carrego a cicatriz; mas não me dói mais.
Na minha ânsia de querer entender, entendi. Hoje eu sei que aprendi a perdoar. Graças a voz, que vêm dentro de mim.
Receio, que tenho medo de amar; tenho medo de machucar alguém. Pois todos nós temos um cavalo selvagem dentro de nossos corações, não sabemos que ele esta lá, mas ele sempre está lá. È só aprender ouvi-lo, e aprender a cuidar dele. Mais hora ou menos hora, ele aparecerá, para você. E quando ele parecer, cuide dele. Ah já ia me esquecendo, ele ama a liberdade, não é possível o domesticar sem habilidade, precisa-se ter muitas aulas, para aprender se quer a entendê-lo, eu aprendi, e hoje ele me domina. Ele faz com que eu ame a minha liberdade, e a amo mais ainda, pois sei que é a liberdade dele. Prezo por seu caráter por isso cuido dele, não o abro pra ninguém. Prefiro que você nem o conheça, ele é arisco, só gosta de quem o interessa, não se apaixona por ninguém, pois ainda á receios dentro dele. Ele preza por mim, e pelos pedaços de meu coração. Cada milímetro. Por isso cuidado, ele que escolhe. Não eu.
Aprenda a ouvir seu coração, e só assim aprenderá, como aprendi, mas não te garanto certeza, pois nem todos os cavalos são dóceis. Não o cerque, com espinho de ferro. Ele ama a liberdade, e a cultiva acima de tudo.

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